Saudade
Ainda hoje recordo aquele dia como se hoje fosse, e as memórias frescas vagueiam pela mente e pintam-me os sonhos de rosa e verde.
Olho para trás e lembro-me de ti. Recordo.
Juntos a olhar as nuvens do céu, de barriga para o ar, falamos de banalidades e felizes acasos. Tu levantas-te de um rasgo, pegas-me na mão e dizes: "Vem, vamos conhecer o mundo". E eu vou, e estou contente, porque todo o meu mundo é o teu, e todos os meus sonhos te pertencem. Voamos longe, tu de mãos dadas comigo e eu de esperança dada contigo. Pegas nas palavras e sussurras-me ao ouvido. Belas! Que fiquem assim para sempre. Olhas-me nos olhos e sei que não me vou perder na escuridão, pois eles me iluminam o caminho. Mostras-me o teu mundo, agora nosso, e exploramos todos os seus recantos. Partilhamos um êxtase brilhante, de corpos unidos e corações síncronos, a bater depressa. Levas-me ao infinito e mais tarde voltamos os dois, satisfeitos, e descansamos...
Recordo porque agora não estás comigo, e a saudade aperta-me o peito e o meu coração chora um choro silencioso e dorido. E há uma vontade que perdura; a vontade de querer saber onde está o amor escondido e que hoje me faz sofrer. Mas digo ao coração: "Aguenta! que a tormenta um dia há de passar". E a saudade não é mar, tem fim, é como a onda que chega à praia e morre na areia. Só espero que não tarde...
Olho para trás e lembro-me de ti. Recordo.
Juntos a olhar as nuvens do céu, de barriga para o ar, falamos de banalidades e felizes acasos. Tu levantas-te de um rasgo, pegas-me na mão e dizes: "Vem, vamos conhecer o mundo". E eu vou, e estou contente, porque todo o meu mundo é o teu, e todos os meus sonhos te pertencem. Voamos longe, tu de mãos dadas comigo e eu de esperança dada contigo. Pegas nas palavras e sussurras-me ao ouvido. Belas! Que fiquem assim para sempre. Olhas-me nos olhos e sei que não me vou perder na escuridão, pois eles me iluminam o caminho. Mostras-me o teu mundo, agora nosso, e exploramos todos os seus recantos. Partilhamos um êxtase brilhante, de corpos unidos e corações síncronos, a bater depressa. Levas-me ao infinito e mais tarde voltamos os dois, satisfeitos, e descansamos...
Recordo porque agora não estás comigo, e a saudade aperta-me o peito e o meu coração chora um choro silencioso e dorido. E há uma vontade que perdura; a vontade de querer saber onde está o amor escondido e que hoje me faz sofrer. Mas digo ao coração: "Aguenta! que a tormenta um dia há de passar". E a saudade não é mar, tem fim, é como a onda que chega à praia e morre na areia. Só espero que não tarde...

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