Escrevo
Escrevo... e as palavras fascinam e iludem pois imitam a face. Imitam os sentimentos. Arrancam as emoções à força e a frio e fazem doer por dentro e aliviam. Porque nas palavras que escrevo encontro meias palavras não ditas, palavras que ficam engasgadas e presas dentro de mim. Escrevo por que não to digo. E porque to quero dizer.
Escrevo... e o meu silêncio hoje não é branco, é negro, e com ele pinto as letras uma a uma, junto-as, e as palavras que deixo na folha são o reflexo incessante da minha alma.
Fico à espera que me leias por dentro, que me rasgues e me descubras. Fujo do amanhã. E tenho medo. Um medo enorme do abismo que me sorri lá no fundo, que me atrai. Fico à espera que as minhas palavras te procurem e te encontrem.
Escrevo... e o meu silêncio hoje não é branco, é negro, e com ele pinto as letras uma a uma, junto-as, e as palavras que deixo na folha são o reflexo incessante da minha alma.
Fico à espera que me leias por dentro, que me rasgues e me descubras. Fujo do amanhã. E tenho medo. Um medo enorme do abismo que me sorri lá no fundo, que me atrai. Fico à espera que as minhas palavras te procurem e te encontrem.

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