Sonhos
Eu sei que não há casas feitas de açúcar ou gengibre, que não há princesas, que não há sapos que se transformam em príncipes, que não há carochinhas nem capuchinhos vermelhos.
Sei também que não há lobos maus, demónios debaixo da cama, bruxas velhas e más, fantasmas e gargalhadas sinistras.
Eu sei que o tempo não existe e o espaço não muda.
Sei que as histórias que contavas não passavam de anestesia para dormir. Pegavas em mim, frágil e ansioso por saber e levavas-me a viajar pelo universo profundo. Manipulavas os meus sonhos e moldavas a minha mente e fazias-me esquecer tudo.
Eu sei que era assim, e que as saudades ficam do tempo em que eu adormecia trocando todos os sentidos, comendo com os olhos, saboreando com as mãos e vendo com o coração. Sinto saudades de parar toda a a roda infinita das imagens reais, e de deixar-me cair sobre a nuvem dos sonhos-cor-de-arco-íris. Saudades de evitar as palavras e de fazer da vida uma metáfora de histórias na minha cabeça.
Sei também que não há lobos maus, demónios debaixo da cama, bruxas velhas e más, fantasmas e gargalhadas sinistras.
Eu sei que o tempo não existe e o espaço não muda.
Sei que as histórias que contavas não passavam de anestesia para dormir. Pegavas em mim, frágil e ansioso por saber e levavas-me a viajar pelo universo profundo. Manipulavas os meus sonhos e moldavas a minha mente e fazias-me esquecer tudo.
Vivia em casas de chocolate, comia algodão-doce-cor-de-rosa-das-nuvens e bebia a chuva-chá-de-camomila. O tempo parava um bocadinho e eu também...
Eu sei que era assim, e que as saudades ficam do tempo em que eu adormecia trocando todos os sentidos, comendo com os olhos, saboreando com as mãos e vendo com o coração. Sinto saudades de parar toda a a roda infinita das imagens reais, e de deixar-me cair sobre a nuvem dos sonhos-cor-de-arco-íris. Saudades de evitar as palavras e de fazer da vida uma metáfora de histórias na minha cabeça.

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